escrito de uma vez só
Você é bom no que faz.
E isso parou de ser suficiente.
Talvez você seja autônomo. Bom no que faz, e completamente desorganizado por dentro. Você olha o colega que estudou com você voando, e não entende por que a sua conta não fecha, por que o mês seguinte é sempre uma incógnita, por que você trabalha mais e expande menos.
Eu sei como é.
Ou talvez você seja executivo. E aí só existem dois tipos.
O primeiro quer ser o nome que a sala procura quando o problema é grande demais pros outros.
O segundo quer sair da sala. Botar fogo na ponte e construir a própria empresa.
Não tem terceiro.
E os dois estão acordados agora, três da manhã, pelo mesmo motivo: a impressão de estar fazendo tudo certo e mesmo assim ficando pra trás.
A gente automatizou tudo. E ninguém está vendendo mais.
Cada empresa com um robô respondendo. Cada funil montado. Cada disparo agendado.
E a conversão caindo.
Ninguém parou pra perguntar por quê. Eu parei, e a resposta é desconfortável.
O consumidor mudou. Você mudou. Eu mudei. A forma de decidir uma compra hoje não tem quase nada a ver com a de dez anos atrás.
E mesmo assim, quase tudo que se ensina sobre vender ainda se apoia num modelo desenhado em 1898. Atenção, interesse, desejo, ação. Um funil pensado quando anúncio era jornal impresso e ninguém tinha telefone no bolso.
Automatizar um modelo quebrado não conserta o modelo. Só faz ele quebrar mais rápido.
Eu não comecei ontem.
Eu vendia antes de existir ChatGPT. Agro, varejo, B2B, B2C: muito produto diferente, muita cadeira diferente. Não vou listar currículo. Pega dois exemplos, em pontas opostas.
Numa securitizadora, vendendo crédito B2B. Diretor, dono, financeiro. Reunião marcada, taxa negociada. Você vende dinheiro: a venda mais concreta que existe.
Na formação executiva, o oposto. O cara chega já conhecendo o produto, já tendo pesquisado, já tendo comparado. Atenção, interesse e desejo aconteceram sem você. O que decide é ele se ver numa cena e reconhecer a própria dor ali dentro. Analista querendo crescer, gerente querendo crescer, diretor querendo expandir a equipe: três cadeiras, e o argumento que ganha uma não é o que ganha a outra.
Podia contar outras. O padrão não muda: venda não é um caminho, é uma sala.
Construí o que sei fazendo, e principalmente apanhando. Cada coisa que eu ensino hoje é uma coisa que já me custou caro aprender do jeito errado primeiro.
Essa ferramenta aqui do lado, a Máquina de Leads, eu montei várias vezes para donos de empresa antes de vender uma única. Sem cobrar nada. Porque me interessava mais ver funcionando na mão de alguém do que faturar com ela.
É o mesmo motivo pelo qual a comunidade ainda não tem preço.
Onde eu faço essas perguntas
Não é grupo de avisos. Não é lista de transmissão. Não tem aula gravada esperando você.
Toda semana a gente pega uma prática que todo mundo repete sem pensar: o funil, o robô de resposta, o disparo em massa. E desmonta peça por peça. Depois monta outra coisa no lugar. E alguém leva pra rua, testa, e volta pra contar o que aconteceu.
Eu ainda não cobro por ela. Uma hora vou cobrar, não porque eu quero, mas porque é o justo pelo meu trabalho.
E quem entrar antes disso não paga. Nunca. Não é escassez de marketing: é que quem chegou antes de existir preço não deveria pagar preço nenhum.
A entrada
A comunidade não tem link. Tem enigma.
A resposta está nesta página. A porta não mede o que você sabe, mede se você leu.
É o filtro mais barato que existe, e o mais honesto: quem passa reto por um texto também passa reto por uma ideia.
a porta
Em que ano foi desenhado o modelo que você ainda usa pra vender?
Nos vemos lá. Ou não.